“Voltei só com a roupa do corpo”: Gyselle Soares relata agressões na França e defende defesa pessoal para mulheres em encontro em Teresina
Vice-campeã do BBB, ativista social e pré-candidata a deputada federal reuniu mulheres para debater violência doméstica e a importância da autodefesa feminina.

Em alusão à semana do Dia Internacional da Mulher, a piauiense Gyselle Soares promoveu, neste sábado (7), um encontro de conscientização sobre violência doméstica no Clube da Luta, em Teresina.
Vice-campeã do Big Brother Brasil, militante social de diversas causas e pré-candidata a deputada federal pelo Progressistas, Gyselle reuniu mulheres para discutir formas de prevenção à violência, identificação de sinais de agressão e fortalecimento da rede de apoio às vítimas.
Durante o encontro, a piauiense fez um relato forte e emocionado sobre a violência que sofreu enquanto vivia na França, onde construía uma carreira consolidada como atriz.
Segundo ela, após sofrer agressões físicas de um ex-companheiro, decidiu deixar o país e retornar ao Brasil em busca de segurança.
“Fui embora com os braços cortados. Peguei 16 pontos no braço esquerdo. Voltei para a casa da minha mãe fugindo da violência, voltei só com a roupa do corpo. Mas dou graças a Deus por ter voltado viva”, relatou.
A experiência, segundo Gyselle, transformou-se em uma missão de vida: ajudar outras mulheres a reconhecer os sinais de violência e ter coragem para sair de relações abusivas.
“O que a gente supera vira missão de vida. Quero que as mulheres consigam identificar os riscos e as agressões e tenham coragem e força para romper e sair desse ciclo vivas, como eu saí”, afirmou.
Defesa pessoal e autonomia feminina
Durante o encontro, Gyselle também destacou a importância da defesa pessoal como ferramenta de proteção e fortalecimento da autonomia feminina. Praticante de artes marciais, ela ressaltou que historicamente muitas mulheres foram incentivadas a seguir atividades consideradas mais delicadas, como o balé, enquanto esportes de combate raramente eram estimulados.
Para ela, essa realidade precisa mudar.
“Historicamente ensinaram que mulher tinha que fazer balé, ser delicada, mas quase nunca ensinaram defesa pessoal. A mulher não precisa perder a feminilidade para aprender a se defender”, destacou.
Segundo Gyselle, o conhecimento de técnicas de autodefesa pode salvar vidas e aumentar a confiança das mulheres em situações de risco.
“Ser feminina não significa ser vulnerável. A mulher pode continuar sendo feminina, sensível e forte ao mesmo tempo. Aprender defesa pessoal é também uma forma de proteger a própria vida”, afirmou.
O encontro reuniu participantes em um momento de escuta, orientação e troca de experiências, reforçando a importância da informação, do apoio social e da coragem para denunciar agressões.
Para a ativista, iniciativas de conscientização e fortalecimento feminino são fundamentais para romper ciclos históricos de violência.
“Quando uma mulher entende sua força e encontra apoio, ela descobre que não está sozinha. E isso pode mudar destinos e salvar vidas”, concluiu.





